quarta-feira, 11 de março de 2009




7h00. 30 minutos para sair da cama, nem sempre exatos, mas sempre na média. É tudo tão linear, tudo é escolhido, e nem mais ânimo para imaginação existe, já está tudo pronto. É o café solúvel, é a felicidade na dose inserta, é o amor da internet, e o sono no relaxante muscular. Será que para tudo tem solução? Encontra na prateleira do supermercado o sonho de consumo, no cartão de crédito o sonho, e nele á falça ajuda de que tudo vai melhorar, que a última grande felicidade está no best-seller do mês, que o quê importa é ser original. E onde fica o original, quando a tendência é exposta? Quando a moda é dita, e fielmente seguida? De que vale consultoria, quando não é possível, mudar o rumo financeiro do mundo. Será que a decisão é tomada só pelos outros?Hora de levantar, eles falam do brilho de cada um, que é uma oportunidade de fazer diferente, para não deixar um dia ser em vão. E a vontade onde fica? Quem foi que falou que o ócio não há de ser produtivo? Muitas vezes, não falar nada, ou não fazer nada, pode evitar muita coisa ruim. Coisas ruins das quais o mundo já está cheio. Frases de (de)efeito, e pessoas preparadas para recebe-las.Isso não é péssimismo é realidade. Será sequer um dia, é possível optar pelo não escolher, não cobrar, e então finalmente ver, as opções que existem?Hoje não. É hora de enfrentar mais uma vez, seguir os passos que você trilhou. Felicidade estranha. felicidade igual.Há de seguir, mas é preciso contestar. É mais doce que o esperado, é mais simples do que foi dito. Dá medo. os pés não encontram o chão, a mente procura um caminho, tende a pedir uma opinião, como é difícil as vezes tomar decisões, ser alguém, ter um rumo, por iniciativa própria, quando o corpo pede ajuda, se torna fraco de tanto costume de apenas ser carregado, pelas decisões deles, onde há a compra acreditando ser autonomia.E nada pior do que esperar um dia passar, relógio inimigo, sensação de um dia em vão. Nem a imaginação quer cooperar para tornar o dia diferente. Tudo parado, corpo estático. Espera chata, hoje não é o dia de buscar o que é melhor. Ansiedade guardada lá no fundo, nem ela hoje quis se manifestar. Tédio hoje vai ser a melhor companhia.Lembranças do que passou, pensamento permanente do que poderia ser diferente, movimentos impensados, telefonemas sem dizer o que realmente sente, o dia passa, oportunidade perdida. Nem quinze minutos, desde que percebeu que o dia seria longo. dia chato, dia massante, pensamento hipócrita.O dia é um presente, mas não há vontade de abrir o pacote. Talvez seja sono, seja mera preguiça, não, hoje não é o dia de saber o que passa aqui dentro.Dia em vão. com certeza amanhã terá repulsa pelo desperdicio.


Porque, a decisão dos indecisos, é a decisão dos outros...!

2 comentários:

  1. Muito legal e muitas vezes nossos dias parecem em vão, mas lá no fundo, vamos, depois, ver que foi apenas uma pausinha...Um beijo,tudo de bom,chica

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  2. Cara Amiga Sandra Carp Diem

    Parabéns pelo texto.

    Por vezes não sabemos "de que terra somos". Uns dizem isto, outros aquilo e já é ao contrário do anterior. Vem por aqui, dizem uns. Não, não. Vem é por ali, dizem outros. Crise? Qual crise?

    Mas a crise não é igual para todos. Uns deixam de ganhar lucros imorais de tantos zeros à direita e passam apenas a ganhar alguns milhões. Outros estão sempre em crise, pois tudo lhes falta.

    A humanidade parece-se com um bando de moscas a quem atiraram insecticida. Tudo anta com a cabeça à roda.

    Há que manter a cabela fria. Quando fôr tempo de lutar, é para lutar. Quando fôr tempo de parar, é para parar. Haverá também tempo para reflectir e pensar.

    Parece um carroucel a própria vida e vamos sendo arrastados...

    É então que deverá haver lugar para o discernimento. Para a mudança. Mudança de pontos de vista. De atitude. Mudança interior, a principal.

    Somos aquilo que pensamos. O Ser Humano é uma Alma que está a experienciar a vida num corpo físico e não, como se tenta fazer crer, um corpo com alma.

    Um grande abraço querida amiga.

    José António

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