quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Todos nos carregamos conosco uma história...



"O que existe além do que já foi dito sobre o amor?


Toda minha vida pautada em amores que tive ou gostaria de ter.


Falando sobre os que tive, também não tenho muito a dizer.
Amei e fui muito bem amada.


Mas foi um amor, um único amor que veio, cruzou minha vida, tocou a minha alma e ficou marcado em minha pele.
...


Todos nos carregamos conosco uma história.
Aquela que só nos atrevemos a lembrar, quando durante a noite no escuro, encostamos nossas cabeças no travesseiro e o silêncio cala fundo.

Não importam os anos, certas coisas simplesmente permanecem.

Mas então, numa quinta-feira a tarde de um ano qualquer, tropeçamos nesse amor já supostamente esquecido.
Percebemos que amor igual não há e aquela pessoa continua e continuará a ser nossa referencia afetiva mais sincera e profunda.

Não é doença nem obsessão. Alias não é nada, só amor. Amor dos bons, daqueles que são únicos e maravilhosos, que acontecem poucas vezes na vida das pessoas. Daqueles amores que ficam e que teremos que conviver com ele como algo concreto e parte de nossas vidas.

Que alma consegue atravessar a vida sem ter conhecido o amor? E quem sabe ter a sorte de ser correspondido?

Que vida vale a pena sem amor?

Nenhum sentimento é mais lindo profundo e transformador que o amor.

Só o amor transcende e purifica, enlouquece, cura, invade, permanece, liberta e aprisiona.

Quando acontece é um som grave que penetra invade e permanece.

Não compliquem e nem elaborem o sentimento mais incrível e poderoso de todos.

Permitam que ele chegue e se instale.

Pois, o resto são bobagens meninos, bobagens."

Amarello amor

Carolina Ferraz.

 




 "Às vezes é um instante... A tarde faz silêncio. 
O vento sopra a meu favor...
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade...
De um tempo que ainda não passou.


Me traz o seu sossego...
Atrasa o meu relógio...
Acalma a minha pressa...


Me dá sua palavra...
Sussurra em meu ouvido...
Só o que me interessa."

- Lenine -

 

                                                                                                                                                                              

terça-feira, 27 de novembro de 2012

TIM...TIM...

Um brinde ao meio bom senso de todos os dias que nos torna criaturas irônicas e muito mais divertidas. Um brinde ao amor no lugar do sexo. Ao sexo no lugar do estresse. Um brinde às ligações apenas pra dizer ‘estou com saudade de você’. E às pessoas que ainda conseguem dizer ‘Eu te amo’. Um brinde as uvas sem caroço. As mangas maduras. As amoras deliciosas e aos morangos frescos.
 Um brinde a quem descobriu a mistura perfeita de sorvete com coca-cola. Um brinde ao pôr do sol e as maravilhas que ele produz dentro da gente. A quem abraça apertado sem vontade de soltar. Aos beijos de língua despretensiosos. Aos SMS’s cheio de terceiras intenções. Um brinde as canetas que nos ajudam a escrever a poesia no papel quando a inspiração vem pela madrugada. As mesmas canetas que escreveram cartinhas de amor e nos ajudaram a voltar à fita quando ela enroscava. Um brinde aos convites de amigos para festas. Aos e-mails verdadeiros e sem correntes. As paixões verdadeiras e sem algemas. Aos sonhos de sonhadores e aos de padaria – que nos adoça a boca e a alma. Um brinde ao excesso de romantismo. Ao excesso de chocolate. Ao exagero no perdão e às tentativas malucas de dominar o mundo, de dominar o bairro, de dominar um parque de diversões. Um brinde a qualquer coisa misturada com leite condensado. A nostalgia que faz tudo por dentro sorrir outra vez. As fotos de infância que viram piadas. Às coisas boas que estão por vir. As coisas boas que já estão aqui. Um brinde a falta de energia que nos ensinou a acender velas. A falta de esperança que nos ensinou a rezar. A falta de sorte que nos ensinou a confiar nas pessoas. A falta de espaço que nos faz tocar no outro. Um brinde a boa música. Ao canto dos passarinhos. Àqueles que não se compreendem, mas se respeitam. Um brinde as almas leves e sorridentes. Um brinde a quem aprendeu a pedir licença. Um brinde a quem aprendeu a dizer obrigado. Um brinde aos bem humorados que pertencem às transparências do mundo. A quem é feliz por nada em especial e não se importa se as coisas vão durar para sempre. Um brinde a quem faz deste precioso agora, um momento único que possa valer por toda a vida.

(Camila Heloíse)

Por San

Nada é tão interessante quanto ter uma vida cheia de surpresas. *-*