terça-feira, 20 de março de 2012

Eu e Martha Medeiros...


Vendo bem, as pessoas parecem totalmente felizes com as suas escolhas, mas todo mundo tem suas dores de estimação. Seus pendentes, sua história mal resolvida, mal contada. Sempre tem alguma coisa que ficou por dizer por fazer. Nunca ficamos totalmente quites com a vida. Sempre tem um “MAS”, um suspiro guardado.
Não dizemos aquelas coisas que gostariamos de dizer, e nem de fazer. A vida não é uma novela, que qando você erra a cena, pode repetir umas dez vezes até ficar perfeita.
A vida SÓ vale uma vez. Sem ensaios, sem repetições, sem textos decorados. Pronto. Foi. Fez como devia? Ótimo. Não fez? Espera a próxima oportunidade. Se não fizermos como tinha que ser da vez que nos foi dado a chance, não há mais volta. Passou.
Não é a toa que só depois de vivermos e passarmos por uma determinada situação é que ficamos analisando as coisas que poderiamos ter feito.Ficamos pensando : ”Haa,mas eu podia ter feito assim, eu podia ter falado assim”. PODIA,não pode mais.
Passou, não tem mais como voltar atrás. A única coisa que podemos fazer é acredtar que levamos alguma lição das situações passadas, e fazer diferente da próxima vez.
Todo mundo tem aquela conversa adiada pra 1 futuro que não aconteceu, aquele “Eu te amo que não foi dito. Aquela atitude que não foi tomada. Aquela ação que deixamos pra trás. Quantas vezes deixamos algo passar por questão de segundos? A pessoa perguntou: ”Você me ama? E sem saber porque você disse um “Não” sonoro, mas quando chegou em casa ficou se perguntado o porque de ter feito daquele jeito e não outro? E teve vontade de correr de volta e gritar “Sim,te amo mais que tudo. ”Mas ficou só na vontade. Porque o momento já havia passado.
Todos nós carregamos arrependimentos de coisas que deixamos por fazer, é a tal dúvida que nos acompanha, o “SE”. Como teria sido SE eu tivesse ido lá e dissesse o que penso? Como teria sido SE eu tivesse ido buscar ele no aeroporto? Se eu tivesse dito a minha mãe que amava, se eu tivesse tido a conversa com o meu pai? Se eu tivesse dito aquele menino a tempo que eu gostava dele? Como teria sido SE eu disse a minha amiga que queria ter ido com ela pra aquela festa. SE eu fizesse o que queria?Estaria hoje no mesmo caminho que estou agora? Isso teria mudado o rumo da minha história? Não sabemos, nunca saberemos.
Guardamos esse tipo de perguntas e situações pra o nosso arquivo de histórias mal resolvidas. E rezamos pra das duas uma: Ou que um dia consigamos resolver esse pendente que nos acompanha, ou que consigamos conviver dentro de nós mesmos com essa história mal parada.
Seguimos, e rezamos pra que tenhamos o minímo de paz dentro de nós. E uma vez a outra suspiramos pelo canto, com essas perguntas que não querem calar dentro de nós. E SE?


(Martha Medeiros)



By San