terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo... Feliz mundo novo! =)



Novos ventos.


Novas palavras.



Novas linhas...


Que 2014 seja o início de um 

mágico – e delicioso! – capítulo.


 By San  




 

domingo, 22 de dezembro de 2013

CONTO DE NATAL... *-*

Não sou princesa, mas súdita do castelo. Trabalho na cozinha cortando batatas. Um monte delas! Quando termino o serviço, vou até a floresta. Certo dia, caiu uma tempestade terrível e não pude retornar. Adormeci sob uma árvore frondosa. Estava com muito medo. Quem conhece os verdadeiros perigos das matas?

De repente, escutei um delicado barulho. Abri com cuidado os olhos e não acreditei no que via. Um cavalo cor-de-rosa, lindo! Com um olho azul e outro verde. Os cílios eram negros e longos. A crina prateada ia até o chão. Soltava leve fumaça branca e rosa pelas narinas, clareando o nosso redor. Levantei-me com certo receio. Ele se abaixou para que sentasse em seu lombo. Alguma coisa em meu coração dizia: vá com ele!

Galopamos até chegar a um reino todo rosa. Das chaminés das casas saíam fumaça rosa. As pedras do chão das ruas estreitas também eram de cor rosa. Paramos em frente a uma casa branca, a única do tal reino. Tinha janelas e porta de cristal e delas saíam estrelas.

O cavalo se abaixou para que eu descesse. Um velhinho de barba branca apareceu. Tinha o sorriso gostoso, bochechas cor-de-rosa. Pediu que entrasse. Parecia Papai Noel. Época de Natal. Quem sabe era ele? Levou-me até a imensa árvore de Natal - toda cor-de-rosa - e disse:

- Escolha um desses presentes para você.

Eram muitos e lindos, mas peguei uma luva rosa. Ele beijou com carinho minhas mãos toda cortadinha, de tanto descascar batatas na cozinha do castelo. Levou-me até a saída e assobiou para o cavalo. Partimos.

Cheguei em casa e olhei os olhos do animal - um verde e outro azul, que me olhavam com ternura. Fiz carinho em sua crina e ele partiu. Nessa noite, bateu em nossa porta um empregado do rei. Veio convidar os plebeus para a festa de Natal do castelo. Fiquei em dúvida se ia, porque tinha vergonha de minhas mãos. Foi quando me lembrei das luvas cor-de-rosa. Poderia escondê-las usando-as.

Quando cheguei à festa, avistei o menino que amava desde pequena. Era filho do cavalheiro do rei. Imagine eu, pobre e com as mãos machucadas das facas da cozinha. Nem olharia para mim.

De repente, percebi um chamado:

- Vamos dançar?

Dançamos. Fomos até a varanda do castelo. Lá, ele pediu que tirasse as luvas. Tive medo que deixasse de gostar de mim quando visse que não tinha mãos bonitas. Mas quando percebi, já as tinha tirado. Olhou-me dizendo:

- Você tem as mãos mais lindas que já vi. Como as de princesa.

Meu espanto era enorme. Elas estavam lisinhas, sem os machucados. Rosadas.

Escutei um forte relincho, era o cavalo rosa. Olhava para nós, mas virou-se e partiu. Mais tarde soube que quando era potro, tinha vergonha por ser rosa e porque seus olhos tinham duas cores. Seu dono o expulsou do estábulo, com medo de ele assustar os marrons, pretos, brancos e malhados. Refugiou-se na floresta e o bom velhinho o adotou. Começou a ajudar as pessoas que tinham vergonha de si mesmas. Mostrar que quando se deseja fortemente algo pode-se transformar o mundo.

Naquela noite, em vez de pegar um presente caro, escolhi as luvas cor-de-rosa. Queria esconder minhas mãos. Mas ao mesmo tempo tive coragem de superar minha vergonha. Não deixar que o que me entristecia tomasse conta de mim.

(Beth Valentim)

By San




"Que um cavalo cor-de-rosa possa aparecer em sua vida. 

E mostrar o caminho da liberdade de seus medos.
Quem sabe, no Natal, você escolha sapatos que mostrem o caminho das nuvens!?
Mas dê sempre a preferência pelo tom rosa.
Isso irá melhorar o seu estado de espírito e refazer sua alma." =D



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Quando eu era pequena, eu acreditava que a vida era mágica.


Quando eu era pequena, achava que as fadas existiam mesmo e que as histórias que me contavam eram mesmo verdadeiras. Pensava que os anões, quando nasciam eram tão pequeninos que deviam dormir em caixas de fósforos.
Tinha também as crenças clássicas da maioria das crianças: que existia uma casa que fabricava dinheiro. E outra, que era encantada e toda de chocolate.
Pensava que se engolisse um caroço de laranja me nasceria uma árvore na barriga e o mesmo aconteceria com um caroço de melancia. E se engolisse chicletes teria que ser operada, pois ele ficaria para sempre colada no estômago.
Quando eu era pequena, todo aquilo com que não podia brincar ou mexer a minha mãe punha em cima de um armário e eu ficava desejosa de crescer para poder tirar de lá tudo, pois achava que lá em cima estava um monte de coisas boas e divertidas. Achava que se tapassem os ouvidos e falasse, ninguém me poderia ouvir e que se tapasse os olhos ninguém me conseguiria ver.Também pensava que seria adulta assim que chegasse com os pés ao chão do carro.
A minha mãe dizia que se eu comesse legumes ficaria com o cabelo mais bonitos e que as cenouras evitariam que eu chegasse a usar óculos algum dia e eu acreditava. Dizia-me que se algum dia tirasse os brincos, o buraco fecharia e nunca mais os poderia pôr. Então, um dia, uma das minhas bonecas perdeu um brinco e eu chorei porque agora o buraquinho da sua orelha ia fechar.
Também acreditei que tudo o que se dizia na televisão era verdade, incluindo os anúncios e não entendia como podia a minha mãe dizer que era tudo mentiras.
Quando eu tinha 4 anos, a minha mãe mostrou-me o álbum de fotografias do casamento e eu fiquei muito triste porque não tinha ido à festa. Acreditava que os meus avôs já tinham nascido velhinhos e que os meus pais nunca tinham sido crianças.
Acreditava que, sempre que pedia à minha mãe para comprar uma coisa e ela respondia, "depois compro", ela compraria mesmo. Achava que a Branca de Neve, e a chapeuzinho Vermelho, eram pessoas de verdade. Que príncipes encantados existissem e que sempre apareciam em um cavalo branco, e se virassem sapo, era só beijar e pronto, seriam novamente príncipes. Acreditava que, em dia de sol e chuva, havia mesmo um casamento de viúva. Acreditava que se subisse em uma escada bem alta, com asas nas costas feitas de papelão e penas de pato, eu pudesse voar, e então tentei varias vezes... Mas nunca deu certo! Mas continuava tentando, porque eu acreditava... J Eu acreditava em sonhos, príncipes e princesas, duendes e fadas, e mais ainda... No amor que lá estava. Amor que enchia minha casa, minha vida, meus sonhos, minha ALMA...
E hoje tenho muitas saudades de tudo o que acreditei e achei ser verdade. E porque eu acreditava, eles existiam...
Ai, que felicidade poder acreditar em tudo!

Saudade em ser criança, pq ser adulto por vezes custa... Não é ???

By San





quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O essencial é viver...

Nada é tão autodestrutivo quanto à insegurança que carregamos por dentro. Ela pode impedir que coisas maravilhosas aconteçam e que pessoas especiais mudem o seu caminho e o seu jeito de olhar o mundo. Perca o medo do não e aposte as suas fichas. O talvez não merece ficar no meio da estrada como uma névoa de algo que poderia ter sido, e principalmente, como algo que te impeça de continuar. Não guarde um sentimento com você, e se alguma coisa der errado no meio do caminho, pelo menos a certeza será o impulso necessário para prosseguir. Não tentar por medo de perder já é estar perdendo.
Alguns sentimentos ficam guardados na gaveta por tanto tempo sem o menor sentido, e estes poderiam dar frutos e render grandes histórias, mas acabam amarelados e doentes.
"Amor merece espaço, destaque na primeira página e exclusividade. Merece ser inesquecível pelo que causou em sua vida e não pelo que poderia ter acontecido. Enquanto você está aí, cultivando o medo, poderia estar amando (e vivendo) de verdade."

(A Sombra do Mar)


By San

domingo, 1 de dezembro de 2013

...e de repente, já é dezembro! E que venha doce...muito doce!!! ♥

Que seus sorrisos pesem mais do que as lágrimas. Que você tropece em milhares de sonhos prontos para serem realizados. Que seus olhos sempre encontrem motivos pra brilhar. E que Deus afaste de você as más pessoas e suas más intenções. Que nada te roube a leveza, a doçura, o querer bem. Que sua inspiração jamais acabe. E que a vida te jogue na cara mil motivos pra ser feliz.  =D

 “Que Dezembro o mês do bom velhinho, venha com bons ventos, que nos traga sorte e paz, que não nos deixe desanimados, por favor. Só por um mês, faça tudo dar certo, depois veremos o que fazer em Janeiro.” hehehe

#queessemêsdeDezembrovenhacheiodemuitasorteatodos


By San  


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sábia garota...



Uma garota sábia beija mas não ama, escuta mas não acredita e parte antes de ser abandonada.
Marilyn Monroe

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Igual e diferente ao que sempre fui.

Já troquei de sobrenome. Mudei de casa nos finais de semana. Absorvi novos sonhos, deixando de lado alguns que eram só meus. Mudei. Reinventei. Fiz releituras de mim. E como toda fase traz aprendizado, mesmo aquelas que não incitam aplausos, aprendi a ter uma visão apurada das partes do todo. Sou inteira, mesmo quando dividida; uma só, sendo várias. Antagonicamente, igual e diferente ao que sempre fui. Já tive vários nomes. Morei em castelos pobres e em casebres ricos de vida plena. Vivi sonhos que não eram meus. Porém com o tempo, percebi que, mesmo "estando muitas", ser, verdadeiramente, eu,  faz toda a diferença!

By San

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Todo fim é também um jeito de começar outra vez, outra coisa, outro sonho e outra vida…

Tudo parecia estar perdido, principalmente o amor. O amor se perdeu no meio daquele quintal de desilusões e tentativas fracassadas de se restabelecer. Deixou de ser tocado e usufruído porque a correria dos dias embaça a nossa visão e muitas coisas surgem o tempo todo nos desviando do que realmente importa. Sentia algo esquisito no peito, olhava para as estrelas sem desviar o olhar e o céu parecia um lugar infinitamente mais confortável de se estar. Não era mais falta, nem desejo ou vontade de tentar outra vez – era apenas mágoa. E mágoa, meu caro, é algo completamente destruidor. Aquela descrença no mundo que a gente sente quando já machucou até o último centímetro da própria pele, quando já gastou o que tinha de melhor e depois ficou sem recursos. Era um sopro bruto da razão, do tipo que derruba com violência qualquer ignorante que se julga sábio, mas que buscou por tanto tempo pegadas no mar. Um ceticismo louco impregnado na retina, na boca, na carne e no coração. Era a desistência entrando pelo buraco que ficou aberto causado pela ausência, pela estupidez e pela falta de perdão. Eram tantas coisas flutuando na cabeça e a vontade de separar o corpo e a mente, limpando a sujeira deixada pelos anos de insistência em coisas que não valiam a pena. Naturalmente insistimos em coisas impossíveis e que não merecem tanta dedicação, mas só nos damos conta quando percebemos que abandonamos aquilo que era bom e que estava ao nosso alcance. Naquela noite tudo parecia perdido, sobretudo eu. Perdida no meio daquelas pessoas que exibiam sorrisos falsos e bebidas baratas, mas que eram infinitamente mais felizes e menos românticas do que eu. Não era tristeza, nem desespero – era cansaço. Aquele tipo de sentimento que te faz desejar ter um zíper no próprio corpo e tirar a alma lá de dentro. Não era insanidade, nem desculpa ou falta de noção – era a chegada do fim. Um final daqueles que parece destruir a gente, mas na verdade acontece apenas para juntar finalmente os pedaços que perdemos pelo caminho. Terminar, findar, concluir, finalizar. É apenas a primeira porta para abraçar novas possibilidades, e, levando em conta tudo aquilo que aprendemos ao fechar aquela última, os novos passos obviamente serão dados com mais cuidado e sensibilidade. Naquela noite em que tudo estava perdido, especialmente o amor e eu, aprendi a beleza das coisas que terminam, porque todo fim é também um jeito de começar outra vez, outra coisa, outro sonho e outra vida…

(A Sombra do Mar.)
By San
 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Eu sei que rapidez dos dias e a superficialidade dos abraços nos acomodam, e todos passamos os dias mentindo e massageando o ego de outros seres para não nos sentirmos tão sozinhos. Mas um belo dia você se da conta de que as verdades não ditas se transformaram em ecos dentro da sua própria cabeça, e percebe que apesar de acabar pagando caro depois, falar a verdade diminui o peso da mochila que carregamos todos os dias, e nós sabemos, que mesmo sozinho, é bem melhor caminhar pela vida com ombros leves e a consciência tranqüila.

-- Camila Heloise --


By San





quarta-feira, 17 de julho de 2013

Aonde você guarda o que você sente?




Existem coisas que ficam gravadas na memória da gente: Músicas. Cheiros. E roupas.
Não tem jeito. Você sente aquele cheiro e se lembra (na hora!) daquele abraço. Você ouve aquela música e volta – mentalmente – para aquele dia, naquela viagem… Você abre seu armário, vê aquela blusa e – instantaneamente – retorna dois anos, onde autografava seu primeiro livro. Ou dava aquele beijo que tinha o gosto do som dos Stones. (Existe coisa mais inesquecível que um beijo rock´n roll?).

É. A memória nos prega peças. E nos faz lembrar o que a gente não quer esquecer. E – também – o que fingimos que nunca existiu.
Por isso, faço com os meus sentimentos o mesmo que faço com os meus armários. Ao arrumá-los, defino três caixas: DESAPEGAR. TALVEZ. E GUARDAR.
Para o que não tem preço e só nos faz bem, a regra é única (e simples): a gente guarda, de preferência, com toda a delicadeza do mundo. Existem coisas que valem a pena! (Mesmo que, aos olhos dos outros, estejam fora de moda).

Com o que a gente tem dúvida – seja porque foi recente, a oferta estava incrível e agimos por impulso – a gente coloca no TALVEZ. E estipula um prazo para se resolver. (Se a caixa do TALVEZ crescer além da conta, lembre-se: colecionar incertezas só nos faz mal. Portanto, analise-se. E bote ordem na casa!).

Com o que não nos serve mais, não combina com quem somos ou – simplesmente – não nos traz nada de bom, a dica é uma só: desapegue sem remorsos. E deixe espaço para o novo entrar. Sem melancolias. Sem saudades. Sem medo de ver o vazio.
Pra mim, não existe exercício mais poderoso do que o de “deixar ir”. É difícil, mas faz um bem danado! Porque nos faz olhar pra dentro. Nos faz encarar quem somos. E – principalmente – nos faz enxergar que mudar é a única maneira de crescermos.
Portanto, ao arrumar suas inúmeras gavetinhas (de dentro e de fora), tenha em mente: 
GUARDE O QUE É RARO. ANALISE O QUE NÃO ESTÁ CLARO. CUSTOMIZE O QUE É CARO. E DÊ ADEUS AO QUE PAROU DE RIMAR FAZ TEMPO.

(Fernanda Mello)



By San