terça-feira, 12 de agosto de 2014

Essa felicidade que nos toma de assalto e devolve o que é nosso...

A vida passa e leva. É… a vida passa levando tudo. Leva embora nossos dias e nossas tardes e noites. Um a um, a vida leva nossos instantes mais altos, nossas conquistas e desgraças, nossos achados e perdidos, os melhores momentos, os piores episódios e os que ficam entre um e outro lado.
Em sua chuva violenta e interminável dos segundos que viram minutos e se tornam as horas que formam os dias, e as noites que compõem as semanas e os meses e os anos que fazem uma existência, a vida inunda as ruas que se pavimentam em cada um de nós e as arrasta em sua torrente. Aos poucos, vai levando quem somos. Passa arrastando tudo em sua enxurrada furiosa. Carrega consigo o que é bom e o que é mal.
A vida leva também nossa desordem pessoal, nossas intransigências diárias e mesquinharias. Conduz para longe em seu fluxo indomável nossos vícios e nossas virtudes. Nossas culpas e nossos medos. De nossas esperanças, a vida também leva embora quase todas. Com ela, partem ainda uma multidão de pormenores. Papéis de presente, fins de ano na praia, viagens de ônibus, primeiros encontros, convites aceitos, propostas recusadas, chamadas não atendidas.
Mas aí uma hora, lá pelas tantas do caminho, vem a felicidade, nos põe de mãos ao alto e nos devolve tudo. A felicidade nos toma de assalto e traz de volta tudo o que a vida já tinha levado.
Assim, no susto, a felicidade nos repara o que havia partido.
Ela vem na forma de um sorriso ensolarado, brilhando impetuosa, e traz de volta as primeiras esperas, os grandes acontecimentos, as alegrias históricas.
Quando chega, a felicidade nos devolve de presente a esperança, a alegria das crianças e a certeza de que viver ainda é o melhor negócio do mundo. Traz de volta um solzinho manso de tardinha, num céu descarado de tão azul, duas nuvens inofensivas aqui e ali. 
E um recado: em algum lugar, nesse mundo cheio de cantos, nos espera uma casa que é nossa, de corredores largos, quartos simples e uma cozinha enorme, de paredes claras amparando duas janelas abertas para o quintal, onde vivem um pé de jabuticaba, duas laranjeiras jogando flores na grama entre damas da noite, madressilvas, Espadas de São Jorge e uma horta infestada de ervas e temperos e minhocas e pedregulhos, muitos pedregulhos.
Ali, há sempre um perfume de bolo no forno, o som das crianças brincando pertinho. E a visão gostosa de nossas lembranças se construindo do chão onde tateamos o futuro em cada agora.

A felicidade chega e nos devolve tudo isso. Traz de volta o que nos fala e o que nos cala mais fundo. 

( Revista Bula) 

By San
 




Então o mundo gira e as coisas mudam. Sem medo do futuro, sem olhar para o passado, e com a mente no presente, eu abro meu coração pra você. 


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Crônica de uma sexta assim... fria.




Água fervente, saquinho de chá, anis, meu preferido nos últimos dias. 
Camiseta longa com cachorrinhos na estampa, meias brancas. 
Aconchegou-se no sofá. 
Cabelo preso, pensamentos, música, livros.
Um sopro.
Caderninho antigo de rascunhos.
Caneta vermelha, a sua favorita.

Começou a escrever e a escrever, como se a alma fosse ficar em carne viva.
Queria aproveitar esse instante, não sabia ao certo, quando sua inspiração retornaria. 

Pensamentos rápidos, ideias confusas...
O escrito logo se concluíra, talvez volte a ele mais tarde.  . 
Talvez.

"Há dias em que o silêncio me alimenta."

By San 



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Olá, como vai...?


Sonhei que tinha recebido um convite de casamento.

Parecia um convite como outro qualquer.

Mas não era.

Era de um amor.

Às vezes, você precisa sonhar, para acordar.

Acordei.

Estou lhe escrevendo uma dessas cartas antiquadas.

“Olá, como vai você?

Sonhei que iria se casar e tinha me enviado o convite.

A propósito,

“Eu não iria comparecer”.

Não suportaria ver você lá em cima com um vestido branco.

Ouvi dizer que está feliz.

Que encontrou um novo amor.

A verdade é foda.

Tomei duas garrafas de coca cola.

3 milkshakes do Eddies.

Escrevi meus votos em um guardanapo.

Aqui vão meus votos.

Você tem uma combinação explosiva.

Safada e independente.

Me lembro o dia que você sussurrou,

que nenhum outro homem iria mais dividir sua cama.

Isso fez um menino virar homem.

Lembro a primeira vez que dormimos juntos.

Dormir, não foder.

Você ocupou a cama inteira.

Dormi praticamente no criado.

Você sempre acordava com sono.

Dormia torta, tinha uns tiques,

ficava remexendo caçando o sono.

Comecei a acordar de madrugada,

lhe colocar reta,

fazer cafuné.

Depois disso,

começou a adormecer.

Deixou de acordar com sono.

Você fingia ser forte, ser sábia,

ou esperta.

Mas no fundo,

era apenas uma menina.

Que pedia a um menino,

para amá-la.

Se pudesse voltar no tempo.

Não perderia tanto tempo com planos bobos do futuro.

Aproveitaria mais os beijos quentes com sarro do presente.

Você é a mulher mais desastrada e vaidosa que já conheci.

Dessas que têm perfume no cabelo.

Você me ensinou a amar,

a querer.

Mas foi uma puta sacanagem,

não me ensinar a perder.

Não vou fazer nenhum gesto romântico

no dia do seu casamento.

Acho que os sinos tocarão muito bem sem mim.

Espero que você esteja sorrindo

quando ele se virar e disser:

Sim.

E você que está ai,

lendo esse texto.

Se tiver uma namorada,

um grande amor.

Desejo que você nunca a deixe partir.

E se por algum motivo,

qualquer que seja,

você a deixa-la…

Lembre-se,

que sem ela,

você viverá como eu.

Vazio de amor, e cheio de saudade.

[autor desconhecido]


By San 


❝A recordação é a parte mais delicada e mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração, e segui-lo por toda a parte.❞ S2




quarta-feira, 11 de junho de 2014

Acordei querendo ser uma carta de amor.


Mandar cartas de amor é entrar sem pedir licença, sem precisar bater na porta ou marcar hora. 
É garantir atenção redobrada sem precisar fazer drama ou forjar um suicídio. 
Acordei querendo ser uma carta de amor. Que não pedisse nada porque amor que pede é só carência. Cartas de amor não cobram contas, não permitem a troca, não reclamam, não inventam desculpas.
Queria ser uma carta que apenas aproveitasse as tuas mãos me segurando e me sentisse salva com teu olhar me lendo a cada linha. Eu queria ser uma carta de amor e invadir teu silêncio. Te acordar de um sono manso e bagunçar teus sentidos. Te ver me olhando fixamente no papel como quem procura algo que tanto deseja.
Quando alguém lê uma carta de amor, o mundo deixa de girar e apenas a respiração continua. Quem escreve uma carta de amor, descreve-se. Se entrega aos braços do outro, sem volta. O coração não mente no caminho até o punho, que não mente também para a caneta no papel. Cartas de amor serão sempre sinceras. É o ultimo recurso de quem não sabe o que dizer. O último recurso de quem quer morar no outro. Na casa, no abrigo, no cansaço daquele a quem se entrega a carta. Escrever uma carta é admitir aquilo que se sente, aquilo que lateja e é maior do que se possa compreender ou esconder, sem sentir-se um fracassado, mas sentindo-se agradecido.
Cartas de amor serão sempre eternas. E mandamos nossas letras com o desejo de entrar no envelope e declamar a carta ao destinatário, ler com a própria voz. Confessar palavras feito um desesperado romântico que assume seu posto.
Quem escreve cartas de amor, assina contrato consigo de estar amando até que a morte o salve. Assina contrato de ser o maior tolo entre os tolos. Aceita a loucura de se estar apaixonado. Quem escreve uma carta de amor confirma que acabou ali a sua noção de tempo e espaço, e a partir daquele instante, toda e qualquer bobagem está permitida em nome do amor.
Meu amor, acordei querendo ser uma carta. Ser entregue em suas mãos, com seu endereço e com seu nome tatuados em meu corpo… Uma carta de amor, com minhas últimas palavras – aquelas que eu não soube dizer, e as mais sinceras confissões.

(A Sombra do Mar)

 By San


Foi na rapidez da tua entrega e na velocidade da tua despedida que passei a valorizar o instante. Hoje olho para o céu com mais amor do que antes, hoje abraço mais forte as pessoas, hoje me iludo menos e sofro de saudade em uma frequência bem menor. S2



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Um amor disponível para chamar de seu...


Para dar certo, um relacionamento não precisa de belos olhos azuis, um corpo escultural e um olhar de parar o trânsito. Tudo isso é bônus ou uma deliciosa consequência. Mas, a pessoa certa não será aquela com o perfume mais caro ou o emprego do ano. Ela precisará simplesmente estar disposta a viver do seu lado sem hora marcada para partir ou, pelo menos, sem o desejo de ir embora antes da hora. Precisa ser capaz de abandonar compromissos secundários, deixar algumas bobagens para depois, ou, hoje em dia, simplesmente ser capaz de passar um dia do seu lado e longe do próprio celular.
Não há nada mais cruel do que se apaixonar por alguém que não está disponível para receber o seu amor e muito menos disposto para amar você. Para onde vai o amor que entregamos, quando aquela pessoa que amamos não o recebe? Para onde a rejeição leva este sentimento? O que acontece com o sentimento desperdiçado? Evapora? Seria incrível se ele pudesse voltar para dentro do peito daquele que ama e se transformasse em amor próprio.
Infelizmente, não é bem isso que acontece. Quem ama, sem ser amado, demora a perceber o quanto está desperdiçando o seu tempo e a sua felicidade com o pouco que o outro tem a oferecer, ou nem isso. Quando percebemos, é sempre tarde e a recuperação é incrivelmente dolorosa, assim vamos perdendo mais um tempo bom da nossa vida. E não acredito na ideia de que amamos sem esperar nada em troca. Isso não é amor, é caridade. E até mesmo na caridade, muitos de nós esperamos algo em troca. Seja o reconhecimento dos outros ou um consolo moral.
Mas o amor não. O amor precisa da reciprocidade para florescer e dar bons frutos. O amor precisa do desejo em comum de duas pessoas dispostas para que possa valer.
Por mais que o simples fato de amar alguém nos traga boas sensações e pareça nos preencher, não há quem resista amando sozinho por muito tempo.
Ninguém gosta de falar sozinho, sorrir para o outro sem receber um sorriso de volta, ninguém gosta de sair para jantar sozinho, abraçar sozinho e muito menos amar sozinho. Nós sabemos que sentimentos não são baratos para sairmos distribuindo sem nenhum porquê, sem nenhum motivo especial ou a esperança de que alguma coisa se encaixe. Amar requer dedicação, compromisso e um olhar sempre atento para o outro. E ninguém se dedica sem esperar o mínimo de resposta.
Quem é que planta uma semente e consegue dizer que não tem expectativas de que ali cresça uma flor?
Aqui não há fadas, castelos ou promessas de final feliz. Você pode gastar todo o seu tempo amando um príncipe que nunca estará verdadeiramente afim de você e perder momentos preciosos da sua vida, ou pode prestar atenção ao redor e descobrir que há um sapo bem do seu lado, porém ele está disponível e disposto para amar você – o que me parece infinitamente melhor do que um conto de fadas.


"ELA SÓ QUERIA UM AMOR QUE TIVESSE CHEIRO DE MAR."
A SOMBRA DO MAR - CAMILA HELÓISE.

By San

Mais triste do que ter que segurar um choro, é ter que segurar um beijo.  



 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Ah, vou contar uma coisa...

Ninguém se conhece direito até passar dos 40. Tem gente que não se conhece mesmo beirando os 70, mas aí é outra história. Antes dos 40, somos apenas um sonho. Um desejo com várias direções. E muita esperança a tiracolo. Até os 40, estamos definindo o que queremos. O que gostamos. O que vamos ser. Não há limites para os planos. Para o número de namorados. Nem para a quantidade de erros.

Depois dos 40, continuamos errando. Continuamos não sabendo. Continuamos esperando. Mas, pelo menos, temos uma breve idéia de onde queremos chegar. Não é fácil, eu admito. Existe uma pressão no mundo para que você se torne só uma coisa: GENTE GRANDE. Aí, meu querido, começa a batalha... Você TEM que ter um diploma, uma carreira, um namorado, um casamento, um filho, um cachorro. (Mesmo que não seja a lista dos sonhos de sua vida). Você tem que cortar o cabelo, tirar o piercing, encompridar a saia, comprar um biquíni maior, aposentar suas calças rasgadas e blusas de banda. (Apesar de achar seu novo “eu” um tanto quanto demodê). 

Aonde isso vai parar? Já conto. Um dia, quando menos se espera, você se enxerga... um chato(a)! Percebe que confundiu responsabilidade com falta de espontaneidade. E encontra sua criança interior puta da vida, num castigo que você mesma criou. ESTOU ERRADA? Pode ser. É preciso muito equilíbrio para saber a hora de não se levar tão a sério. Mas, criança grande que sou, ainda acho que os 40 são a melhor coisa do mundo. Que se danem as contas, as rugas e demais amolações. As paranoias dos 20 (finalmente!) acabaram. Agora você é um ser sublime e sem espinhas. E – digam o que quiserem! – você nunca mais vai morrer de amor. INVENÇÃO MINHA? Não, acho que não. Depois dos 40, a gente sofre com mais dignidade. A gente sabe que toda dor passa. E entende que – tirando a morte e a lei da gravidade – tudo tem conserto. 

Se eu gostaria de voltar no tempo? Ah, acho que não...  Ninguém sente falta de ser insegura. Ninguém gosta de pedir permissão aos pais pra sair. Ninguém tem saudades da aflição de ser virgem e pensar depois da “primeira vez”: então é SÓ isso? Não, gente, tem coisas na vida que melhoram incrivelmente com a idade. E estou escrevendo esse texto porque vejo muita gente apavorada em ficar mais velha. Mulheres com crise existencial porque fizeram 40. Caramba, meninas! É, eu sei, eu sei, eu sei. Vivemos numa cultura que almeja o belo. E o novo. Eu me preocupo com tudo isso também, mas acho que não devemos esquecer uma coisa: renovar quem somos por dentro. Pode parecer clichê, mas é verdade. Chega de nos preocuparmos tanto com botox, preenchimento, lifting, pilates e antirrugas. Chega de chorar pelos cantos porque você acha que passou da idade de começar de novo. Chega de tanto drama porque você ainda não encontrou o amor da sua vida. Ou mais realisticamente dizendo: um cara bacana com quem você possa viver seus dias. Amor não tem idade. Beleza também não. Pra cada um, a vida dá um tempo. Não é porque a sociedade nos manda um roteiro pronto (com prazo estabelecido), que iremos seguir tudo à risca. (Afinal, é isso que você quer?). 

Ah, vou contar uma coisa... Depois de muitos aniversários, descobri que ganhei muito mais do que perdi. Com o passar dos anos, fiquei mais corajosa. Mais segura. Mais esperta. Mais sábia. Mais seletiva. E mais feliz. Perdi minhas vergonhas. Minhas inseguranças (não todas, mas muitas delas). E perdi também o medo de dizer o que penso. E o que eu penso? Ah, pessoal, a mulherada anda boba demais! Vamos parar de nos importar tanto com faixa etária e cabelos brancos. Vamos esquecer das equações que nos ensinaram pra ter uma vida perfeita. Vamos parar de dizer o tal “tô passando da idade”. Vamos nos conhecer mais. Preencher nossos vazios. Paralisar nossos medos. E nos livrar de todos os sinais que não nos fazem bem. Meninas, a plástica aqui é interna. Se está ruim, conserte. Comece tudo de novo. Aproveite que você já sabe o que (externamente) lhe cai bem. E mude. POR DENTRO. Afinal, com que cara você quer chegar aos 50? =)


By San


A gente não acorda pra vida quando quer acordar. Nem quando insiste. Nem quando briga com o tempo, justificando a infelicidade por estar em sono profundo. A gente acorda do nada, num dia comum, simplesmente abre os olhos e vê o mundo completamente diferente. A gente acorda quando menos espera. Quando deixa apenas as coisas flutuarem, sem que elas influenciem. E acorda. E todas as coisas ficam claras sem a necessidade de explicações. E tudo - finalmente - encontra o seu devido lugar.



segunda-feira, 7 de abril de 2014

Vamos aprender...

A gente tem que aprender a perdoar. E mais do que isso, a gente tem que aprender a esquecer. 
Não perdoe e fique remoendo, perdoe e esqueça! 
Siga em frente, mude as músicas, mude as roupas, o estilo e o caminho de casa...
Deixe de lado aquela palavra que machucou, aquele gesto que confundiu e aquele olhar que complicou a vida toda. 
E se preciso, deixe de lado "QUEM" te magoou. Vai por mim, esquecer é um santo remédio. ;-))

-- A Sombra do Mar --

By San



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A vida....


A vida nos ensina, com milhões de tombos diários, que se encolher diante da dor e do medo não nos salva. É preciso alongar a coragem e deixar o peito aberto, nada é mais forte do que a nossa fé de que as coisas podem dar certo. É importante acreditar que existe mais amor do que ódio e inveja. Sem isso, a vida seria insuportável e nossas inquietudes transformariam a convivência em uma verdadeira guerra.
É saudável ter esperança em meio ao caos ou mesmo que ela pareça não ter sentido algum.
É necessário crer em algum Deus ou em alguma outra coisa.
A sensação que uma força maior nos guia faz a dor parecer pequena em vários momentos.
E é essencial respeitar as escolhas - as nossas, as dos outros e as do tempo.
O que escolhemos deve ser aceito integralmente em nosso íntimo, para que o arrependimento não se instale e nos destrua.
O que o outro escolhe deve ser respeitado, ainda que fiquemos de fora, por que simplesmente não nos pertence.
E o que o tempo escolhe manter ou transmutar é apenas para cuidar da nossa vida, limpá-la reduzindo a sujeira causada pelo desgaste e evitar os entulhos que atrapalham a caminhada.


 Amo uma frase da Elis Regina que diz: “só vai tomar champagne comigo quem comeu grama comigo”. É isso. Não sou fã de quem está comigo só na hora dos aplausos...





By San


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

TEMPO...

"Meu corpo atualmente pode estar aqui, vivendo em 2014, mas minha alma vai sempre morar na beleza de outros tempos, na emoção transmitida pelas canções de outros tempos, na saudade de ver um disco de vinil girando num belo gramofone, nos carros antigos passando nas ruas.."


"Existe em cada coisa da vida, uma verdade que não pode ser dita com palavras, mas pode ser sentida com corações... e nas canções."

( Miriam C. Marchesi...)
(Enjoadinhas.)

By San





quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

NÓS MULHERES E NOSSAS GORDURINHAS... ;-)

"Há dois tipo de mulheres no mundo: as que tem medo de engordar. E as que nos matam de inveja. Exagero meu? Pois bem. Se você é uma sortuda que nunca se preocupou com a balança (e ainda não tem celulite), então peço já que pare de ler este texto. (E nem fale mais com a gente, obrigada!).
Manter o peso ideal é, para as mulheres, algo como descobrir a cura de uma alguma doença grave ou até mesmo acabar com o efeito estufa no planeta. Difícil, quase impossível. Não, por favor. Não somos fúteis, não pensamos só em aparência. Somos gulosas pela vida. E por tudo que leva chocolate. O que não queremos (pra ser bem sincera) é ver o efeito estufa instalado em nossos abdômens. Nem em nossos bumbuns.
Antes de começar a escrever esse texto, eu tinha como tema algo inteligente como “é preciso ter alma leve”, mas... querem saber? Eu estou de dieta. Pão integral, iogurte desnatado, aquela baboseira toda de grapefruit (onde já se viu alguém comer isso, gente?)
Vivo numa sociedade que tem uma padrão estético nas alturas, então, por favor. Me deixem querer ser leve por dentro e por fora, não quero fazer pose de “sou Cult, só uso preto, só escuto Velvet Underground e não ligo pra ter pança”. EU LIGO.
Óbvio que não sacrifico minha saúde para ficar bonita, mas me encontro, no presente momento, em Rehab pelo meu último vício adquirido: as infernais balas Dadinho. Alguém já colocou aquilo na boca? Pois então. NÃO COLOQUEM. O vício é certo, depois da 4ªvez, você sempre irá querer mais. E mais... E o dinheiro vai... A gordurinha vem. Até que um amigo seu das antigas (que passou um mês viajando) te encontra e pergunta: tá bonita, engordou um pouquinho? PRONTO. Acabou o mundo. O humor. Mesmo tendo um namorado fofo que sempre acha que eu posso engordar um tiquinho (homem fala que tem que ter ONDE pegar, nunca entendi isso. Eu posso estar seca e ter um TANTO de lugar pra ele pegar, se é que vocês me entendem).
Antes que vocês me chamem de louca (por eu não sou gorda e etc e tal), eu vou informa-las: eu não ESTOU gorda. Mas posso vir a ficar se desandar a comer do jeito que eu gosto. Eu não tenho esse metabolismo acelerado que as modelos dizem ter (pra mim isso se chama mais “dedo na guela” que outra coisa). Se eu não estou gorda é porque eu só como bobagens nos finais de semana e malho feito uma condenada todos os dias. Só pra ter o prazer de devorar um pote inteiro de Hagndazz sem o menor peso da consciência. E jantar direito com meus amigos (que, por sinal, comem tão bem quanto eu).
Bom, o que eu quero dizer com tudo isso? Sinceramente, NADA PROFUNDO. Só quero desabafar e dizer que dieta é um saco, que queijo Cottage é a pior coisa do mundo, que pós de preteína me dão ânsia de vômito e que um nutricionista que manda você colocar UMA rodela de tomate e orégano em cima de UM biscoito de água e sal como “lanche da tarde” deve ser mandado pro Umbral (aquele lugar medonho, do filme Nosso lar).
Em resumo, é isso. Eu admiro DE VERDADE quem se sente bem com qualquer peso, mas estou a léguas de ser tão bem-resolvida. Também não vou me rebelar contra os padrões, já que só comi 600 calorias até agora e estou com um sono danado.
Pra você, magra de ruim, que come tudo o que vê pela frente e não engorda... E pra você, mulher cheinha e bem-resolvida que come até falar chega, engorda e ainda se sente SUPER BEM, eu só tenho uma coisa pra dizer: EU MORRO DE INVEJA DE VOCÊS".


( Fernanda Mello)

By San 

"FAÇA REGIME DAS PESSOAS QUE TE FAZEM MAL..."  =)

BORA DANÇAR COMIGO E SER FELIZ?!






domingo, 12 de janeiro de 2014

Pois éh... Achei maravilhoso o texto e resolvi postar aqui!

Já faz algum tempo, recebi uma mensagem de um ex-namorado, que dizia: “vou passar o resto da vida me perguntando por que não deu certo”. Eu tinha todas as respostas, mas achei que nem era mais hora de falar.Depois de oito anos de namoro, ele ficou em dúvida. Sofri com a dúvida dele. Mas a dúvida dele acendeu um ponto de interrogação dentro de mim. Terminei o namoro e não olhei pra trás. Nunca olho.Sofro como um cachorro por um amor que quero que dê certo, mas quando desisto, deixo de lado como meia lata de cerveja quente. Você sabe que era bom, mas jamais será novamente.Nem vem ao caso se sou ou não uma namorada inesquecível, mas fiquei pensando o que faz uma mulher se tornar assim tão singular para um homem. E nem estou falando de homens atormentados, daqueles que gostam de sofrer nas mãos de mulheres malvadas, aquelas que gostam somente delas e nada além delas mesmas. Homens se deixam seduzir por criaturas assim. Bem, quem não deixa?Mas, então, me lembrei de um amigo que, depois de anos de libertinagem barata, começou a namorar. Sumiu, desapareceu, escafedeu-se, um dos maiores baladeiros e pegadores que já conheci na noite paulistana. “Ela não é a mulher que mais amei, mas é a que me faz mais feliz. Vou casar”, me disse.Ela me ama; ri das merdas que eu falo; não é linda, mas se cuida; tem um cheiro gostoso; cuida da vida dela; é independente, mas me pede ajuda pra usar um pendrive; está sempre ocupada, mas nunca deixa de atender quando eu ligo; é parceira, descolada, maluquete; aguenta meus ataques de mau humor; quer sexo sempre; é ciumenta, mas até acho graça, eu era um galinha. “Sabe como é, mulher tá fácil hoje, mas dessas que fazem a gente feliz mais do que uma semana… encontrei poucas.”Sempre penso no que faz uma história dar certo ou não. E, no fundo, acho uma bobagem quando dizem que melhor do que ser amado, é amar. Não tem nada melhor na vida do que sentir, ver, ouvir, ler, que alguém perde seu precioso tempo pensando, querendo, gastando, amando você.Mas é verdade que amar alguém é uma arte. Quem ama abre mão de si mesmo muitas vezes. Esquece convicções. Pede desculpas mesmo quando acha que está certo. Sofre de saudade. Morre de ciúme. Parcela passagem em 12 vezes. Sorri quando o telefone toca. Tem dor de barriga quando ele lê sua mensagem no WhatsApp – e não responde. A gente fica praticamente ridícula.Mas o outro, que também ama (e essa é a melhor parte), acha a gente, que no fundo é ridícula, o último biscoito do pacote, a última cerveja gelada do deserto, os últimos 5% de bateria no celular.Amor é isso.O importante é que a gente nunca seja mais ou menos. Que a gente faça tudo mesmo por amor. Que seja especial. Que seja inesquecível. Seja o tipo de mulher, que os nossos ex-namorados vão sempre lembrar e pensar: que pena que não deu certo.

Carol Duartes 

By San


sábado, 4 de janeiro de 2014

Aproveite...

Aproveite cada oportunidade que lhe é dada, nunca se sabe até quando teremos a oportunidade de realizar nossos sonhos, ou quando o sonho da vida irá acabar.
Aproveite cada vez que seu coração bater mais rápido por alguém, cada olhar, cada suspiro, cada desejo, cada abraço.
Aproveite cada página de um livro passada, aproveite até mesmo a falta de páginas, ou, quem sabe a grande de quantidade de páginas em branco, coloque cor nelas, faça-as valerem a pena serem lidas.
Aproveite o riso do seu amor e a música que faz você lembrar-se dele. Aprenda coisas novas, realize desejos antigos, não tenha medo de viver. Lembre-se sempre que a vida é pequena demais para não aproveitar cada segundo. 
Por isso vá lá dê um abraço em quem sempre teve vontade de dar, leia aquele livro que você diz que vai ler e nunca lê, busque a felicidade, vá ver o mar ou sonhar com alguém, viva o presente, grite aquilo que fica entalado na sua garganta. Aproveite para que depois não precise olhar para trás e se arrepender de tudo aquilo que poderia ter feito.

 Comer, Rezar e Amar


By San