sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Quando eu era pequena, eu acreditava que a vida era mágica.


Quando eu era pequena, achava que as fadas existiam mesmo e que as histórias que me contavam eram mesmo verdadeiras. Pensava que os anões, quando nasciam eram tão pequeninos que deviam dormir em caixas de fósforos.
Tinha também as crenças clássicas da maioria das crianças: que existia uma casa que fabricava dinheiro. E outra, que era encantada e toda de chocolate.
Pensava que se engolisse um caroço de laranja me nasceria uma árvore na barriga e o mesmo aconteceria com um caroço de melancia. E se engolisse chicletes teria que ser operada, pois ele ficaria para sempre colada no estômago.
Quando eu era pequena, todo aquilo com que não podia brincar ou mexer a minha mãe punha em cima de um armário e eu ficava desejosa de crescer para poder tirar de lá tudo, pois achava que lá em cima estava um monte de coisas boas e divertidas. Achava que se tapassem os ouvidos e falasse, ninguém me poderia ouvir e que se tapasse os olhos ninguém me conseguiria ver.Também pensava que seria adulta assim que chegasse com os pés ao chão do carro.
A minha mãe dizia que se eu comesse legumes ficaria com o cabelo mais bonitos e que as cenouras evitariam que eu chegasse a usar óculos algum dia e eu acreditava. Dizia-me que se algum dia tirasse os brincos, o buraco fecharia e nunca mais os poderia pôr. Então, um dia, uma das minhas bonecas perdeu um brinco e eu chorei porque agora o buraquinho da sua orelha ia fechar.
Também acreditei que tudo o que se dizia na televisão era verdade, incluindo os anúncios e não entendia como podia a minha mãe dizer que era tudo mentiras.
Quando eu tinha 4 anos, a minha mãe mostrou-me o álbum de fotografias do casamento e eu fiquei muito triste porque não tinha ido à festa. Acreditava que os meus avôs já tinham nascido velhinhos e que os meus pais nunca tinham sido crianças.
Acreditava que, sempre que pedia à minha mãe para comprar uma coisa e ela respondia, "depois compro", ela compraria mesmo. Achava que a Branca de Neve, e a chapeuzinho Vermelho, eram pessoas de verdade. Que príncipes encantados existissem e que sempre apareciam em um cavalo branco, e se virassem sapo, era só beijar e pronto, seriam novamente príncipes. Acreditava que, em dia de sol e chuva, havia mesmo um casamento de viúva. Acreditava que se subisse em uma escada bem alta, com asas nas costas feitas de papelão e penas de pato, eu pudesse voar, e então tentei varias vezes... Mas nunca deu certo! Mas continuava tentando, porque eu acreditava... J Eu acreditava em sonhos, príncipes e princesas, duendes e fadas, e mais ainda... No amor que lá estava. Amor que enchia minha casa, minha vida, meus sonhos, minha ALMA...
E hoje tenho muitas saudades de tudo o que acreditei e achei ser verdade. E porque eu acreditava, eles existiam...
Ai, que felicidade poder acreditar em tudo!

Saudade em ser criança, pq ser adulto por vezes custa... Não é ???

By San





2 comentários:

  1. Adorei te ler e quantas coisas acreditávamos em crianças. Depois, chega a vida real, mas ainda assim, temos que resgatar a magia daquele tempo, apesar de tudo! beijos,lindo fds! chica

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  2. Ahhh Chica, que felicidade encontrar vc por aqui...! :)
    Espero que continuemos a sonhar como crianças, pq perder os sonhos, tudo bem, as vezes acontece, mas deixar de sonhar, aí não...pq são os sonhos que nos movem! ;)
    Bjs amiga querida, e obrigada pela visita...!!!!!!!!!!! =*
    Bjim com cheirinho de jasmim pra ti...

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