sexta-feira, 27 de junho de 2014

Olá, como vai...?


Sonhei que tinha recebido um convite de casamento.

Parecia um convite como outro qualquer.

Mas não era.

Era de um amor.

Às vezes, você precisa sonhar, para acordar.

Acordei.

Estou lhe escrevendo uma dessas cartas antiquadas.

“Olá, como vai você?

Sonhei que iria se casar e tinha me enviado o convite.

A propósito,

“Eu não iria comparecer”.

Não suportaria ver você lá em cima com um vestido branco.

Ouvi dizer que está feliz.

Que encontrou um novo amor.

A verdade é foda.

Tomei duas garrafas de coca cola.

3 milkshakes do Eddies.

Escrevi meus votos em um guardanapo.

Aqui vão meus votos.

Você tem uma combinação explosiva.

Safada e independente.

Me lembro o dia que você sussurrou,

que nenhum outro homem iria mais dividir sua cama.

Isso fez um menino virar homem.

Lembro a primeira vez que dormimos juntos.

Dormir, não foder.

Você ocupou a cama inteira.

Dormi praticamente no criado.

Você sempre acordava com sono.

Dormia torta, tinha uns tiques,

ficava remexendo caçando o sono.

Comecei a acordar de madrugada,

lhe colocar reta,

fazer cafuné.

Depois disso,

começou a adormecer.

Deixou de acordar com sono.

Você fingia ser forte, ser sábia,

ou esperta.

Mas no fundo,

era apenas uma menina.

Que pedia a um menino,

para amá-la.

Se pudesse voltar no tempo.

Não perderia tanto tempo com planos bobos do futuro.

Aproveitaria mais os beijos quentes com sarro do presente.

Você é a mulher mais desastrada e vaidosa que já conheci.

Dessas que têm perfume no cabelo.

Você me ensinou a amar,

a querer.

Mas foi uma puta sacanagem,

não me ensinar a perder.

Não vou fazer nenhum gesto romântico

no dia do seu casamento.

Acho que os sinos tocarão muito bem sem mim.

Espero que você esteja sorrindo

quando ele se virar e disser:

Sim.

E você que está ai,

lendo esse texto.

Se tiver uma namorada,

um grande amor.

Desejo que você nunca a deixe partir.

E se por algum motivo,

qualquer que seja,

você a deixa-la…

Lembre-se,

que sem ela,

você viverá como eu.

Vazio de amor, e cheio de saudade.

[autor desconhecido]


By San 


❝A recordação é a parte mais delicada e mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração, e segui-lo por toda a parte.❞ S2




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