quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Carta para o meu eu do futuro🌹



Querida Sandra,

Hoje o dia amanheceu nublado por aqui.
A luz estava tímida, dessas que não iluminam, mas acolhem.
Coloquei a nossa música, aquela que gostamos tanto, mas ela não me tocou tanto quanto a certeza silenciosa de que, em algum ponto do tempo, você consegue me sentir daqui.

Às vezes sinto saudades de quem me tornei aí no futuro, como se você fosse uma casa acesa à distância, dessas que a gente reconhece mesmo sem enxergar direito. Hoje a nostalgia me atravessou sem pedir licença. Chegou silenciosa, sentou ao meu lado e ficou. Não sei ainda como acolhê-la, só sei que ela pesa e, ao mesmo tempo, embala.

Penso em você como quem pensa numa versão mais inteira de si mesma. Imagino que tenha aprendido a respirar com menos pressa, a aceitar os silêncios, a não implorar respostas ao tempo. Aqui, eu ainda tropeço em lembranças, ainda converso com ausências, ainda tento entender por que certas emoções retornam quando tudo parece calmo.

Sei que você me carrega em alguma dobra do tempo e coração. 

Cada dúvida que hoje me assusta talvez tenha se transformado aí em sabedoria mansa. Cada choro contido, em ternura. Cada medo, em coragem discreta. Escrevo para lembrar que estou fazendo o possível — mesmo quando tudo parece confuso demais.

Se um dia você reler esta carta, peço apenas que me olhe com gentileza. Eu estou aprendendo. Estou sendo fiel ao que sinto, mesmo quando não sei nomear. Estou seguindo, devagar, com o que tenho nas mãos e com o amor que ainda estou entendendo como oferecer ao mundo.

Guarda de mim esse instante nublado. Ele também faz parte da história que te construiu.

Com ternura, com fé no que floresceu, eu. Sempre você.

P.S: "Fiz brigadeiro pra você, porque morro de saudades de nós..."❤️

MÚSICA PARA RECORDAR 🌹🩷




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